O começo do fim

Primeiramente, venho por meio deste relato dizer que: Sim, andei sumida! Mas por uma boa razão, bom, eu acho. Esse semestre está sendo totalmente voltado para oportunidades que eu achava que só viriam muito depois, e que, no entanto chegaram de uma rapidez tão inesperada e feliz que nem sei. Entre elas está meu TCC, algo que eu nunca pensei que gostaria tanto de fazer. Produzir uma coleção que retrata meu EU pro mundo através de estampas que contam uma história.

Vim contar pra vocês meu momento, momento de realização pessoal, certezas, incertezas, medos e sonhos. Tudo isso junto mexe com todo o psicológico, estrutura física e mental.

Eu tinha um sonho, pode-se dizer. Não me pergunte de quando, nem porque, só sei que um dia acordei e já havia decidido: É moda que eu quero cursar.

Passei o resto do meu ensino médio idealizando a minha vida perfeita, a universidade maravilhosa (que eu não sabia onde seria), o apartamento organizado e com a minha cara (que eu não sabia como teria) e a liberdade que eu presava (que até hoje nem sei qual o significado disso).

Claro que, como a vida é “bela”, não aconteceu dessa forma.

O apartamento ainda não veio, (mas sei que em algum lugar ele está guardado pra mim), no lugar dele veio não um, mas três lugares diferentes, cada um com grandes e pequenas dificuldades, mas também com aprendizados que me fizeram colocar o pé no chão e concertar os erros do dia-a-dia sozinha, e acredite, pra quem sempre viveu na barra da saia da mãe, não foi fácil.

A liberdade…  Bom, como falei acima nem sei bem o que ela quer dizer, e talvez nunca saiba, porque o ser humano é assim, sempre quer algo que não tem, quando tem não reconhece que tem e quando já passou ele olha pra trás e vê que não aproveitou nada do que ele queria, entende?

Mas a Universidade, ah… A Universidade. Que amor que ela é, foi um amor tão imenso e a primeira vista que te digo, meus olhos encheram de lágrimas na primeira vez que me vi em frente ao laboratório de costura. Ali reconheci minha casa.

Design de moda, assim como qualquer profissão, não é fácil. Não tem luxo, não tem glamour e não é só desenho. Pelo contrário, é muito suor no rosto, muita correria, muitos “se vira nos trinta” e muitos “vai dar certo nos últimos minutos do segundo tempo”. A partir dai, descobri nesses 422 dias que eu era capaz.

Eu tinha, quer dizer, ainda tenho, a necessidade de mostrar pra alguém minhas melhoras, esperando aprovação (isso é uma das coisas que já está na lista de “pra ser a pessoa que eu quero ser tenho que parar de”), mas o certo seria EU me reconhecer como ser humano que erra e que é imperfeito, mas que apesar disso já consegui vencer algumas coisas, e entre essas coisas eu me encontrava no meio. Principalmente de uns meses pra cá, fazendo a última tentativa de ser uma pessoa que “deu certo na vida”, tentei começar a ser quem eu quero ser.

Tenho tentado ser bem mais paciente com as pessoas, palavrões são muito mais difíceis de sair da minha boca agora, tento não discutir por bobagem, dou “bom dia” por onde eu passo, agradeço pela vida (pelos pássaros, pelas ruas, pelas oportunidades, pela pizza e por ai vai), tento ser boa e humilde, me apeguei mais a religião que eu escolhi aos 15 (mas que só a reconheci EM MIM agora) e conheci pessoas. Ah… Como eu conheci pessoas.

Foram elas que me fizeram mais fortes, a maioria me ajudando e outras… Bem, querendo brincar comigo de bobo da corte. Mas não importa, é a assim que a gente cresce, é assim que ficamos mais humildes, mais humanos e graças aos raios de energias das ninfas de todos os ipês dessa cidade (Sim, porque nunca vi cidade pra ter tanto ipê), eu tinha um pilar que me segura mesmo de longe.

Daqui para o fim do ano é um pulo, até lá tenho uma vida inteira pra resolver. Espero compartilhar com vocês um pouco do meu sonho e o que vier depois disso.

Beijos, Flor 🙂

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